16 mar 2014

A oração não tem fronteiras


«Durante os passeios que dava com o Papá, 
ele gostava de me mandar 
dar a esmola aos pobres que encontrávamos. 
Um dia vimos um que se arrastava penosamente com muletas; 
aproximei-me para lhe dar um soldo, 
mas, não se considerando bastante pobre 
para receber a esmola, olhou-me, sorrindo tristemente, 
e recusou aceitar o que lhe oferecia. 
Não consigo exprimir o que se passou no meu coração. 
Quisera consolá-lo, aliviá-lo; 
em vez disso, julgava tê-lo magoado. 
Certamente o pobre doente adivinhou o meu pensamento, 
pois vi-o voltar-se e sorrir-me. 
O Papá acabava de me comprar um bolo; 
tinha muita vontade de lho dar, mas não me atrevi. 
Porém, queria dar-lhe qualquer coisa 
que ele não me pudesse recusar, 
pois sentia por ele uma simpatia muito grande.»
«Então lembrei-me de ter ouvido dizer que, 
no dia da Primeira Comunhão se obtinha tudo quanto se pedisse; 
este pensamento consolou-me e, 
apesar de ter então apenas seis anos, 
disse para comigo: 
“Rezarei pelo meu pobre, no dia da minha Primeira Comunhão”. 
Cumpri a promessa cinco anos mais tarde, 
e espero que Deus tenha atendido a oração 
que Ele me inspirou fazer-Lhe 
por um dos seus membros sofredores... 

Santa Teresa do Menino Jesus | 1873 - 1897 
Manuscrito A, [15rº] 

Senhor, 
a oração opera maravilhas em nós e nos outros! 
Nesta Quaresma possa eu crescer no apreço pela oração, 
não deixando de rezar, 
isto é, 
de me dirigir a Ti, um único dia. 
Ajuda-me, Senhor!
2014-03-16

Nessun commento:

Posta un commento